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quarta-feira, 25 de abril de 2012
segunda-feira, 5 de março de 2012
Memória de Rosa Luxemburgo
"Sem eleições gerais, sem uma liberdade de imprensa e de reunião sem restrições, sem um forte combate de ideias, a vida de toda a instituição pública morre, tornando-se uma mera aparência de vida na qual só a burocracia permanece como elemento ativo." (1)
(Lembrando uma voz da História Contemporânea, nos cento e quarente e um anos do seu nascimento).(1) Via http://aterceiranoite.org/
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Memória do Holocausto
"Quem me dera poder mostrar-te, poder fazer com que visses...o renascimento desta nova Alemanha guiada pelo nosso Amado Chefe! Um povo tão grande não podia jazer eternamente subjugado pelo mundo. (...)Há movimentos que são muito maiores do que os homens que os desencadeiam. Pela minha parte, faço parte do movimento. (...) Esta censura, estas perseguições aos espíritos livres, o incêndio de bibliotecas e a corrupção das universidades haveriam de merecer a tua indignação, mesmo que ninguém tivesse levantado a mão contra os da minha casa."
"A inexorável marcha para o terror racial começou no dia em que se tornou chanceler. Em Fevereiro de 1933, foram suspensas as liberdades de expressão, associação, imprensa e outros direitos básicos. (...) O Estado de Direito foi substituído pelo terror policial arbitrário. A compaixão, a humildade ou o amor ao próximo eram escarnecidos como fraquezas pela elite nazi, e o fanatismo racial, liderado e imposto pelas SS, começou a derrubar a porta da rua,que sempre protegera as pessoas dentro de suas próprias casas."
(Deixamos dois livros sobre essa inquieta questão de explicar como foi possível um homem com o percurso de Hitler construir um regime, em que tantos se calaram, se acomodaram ao sofrimento de milhões. Nesta inexplicável narrativa, a cultura, a literatura e as artes mantiveram-se na Alemanha Nazi. De que valem elas se são indiferentes ao sofrimento?
E é este o mistério que a Historiografia continua a tentar responder, "deslindar o essencial da história desta feliz coincidência entre a desumanidade mais sistemática e uma forma de simpatia ou indiferença geradora de uma cultura tão elevada" (George Steiner, O Silêncio dos Livros). O nazismo, corolário da genialidade do mal, revela-nos como dos livros à rua, da cultura à vida há uma distância maior que a vida de um ser humano).
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Um País lúcido
Não é um País, uma comunidade de pessoas, uma construção de vontades pelo bem comum, uma gestão participada pelos valores da dignidade humana? Não se vive numa democracia, onde todos são necessários, onde se percebeu que a formação individual é um suporte de dinâmica, de aperfeiçoar o futuro? Não foi o século XX português essencialmente esse erro de analfabetismo e de abandono geral, num país cinzento e pobre? E com que pessoas, com que juventude se pretende construir o horizonte dos dias? Olhando para a clarividência de alguns percebemos que temos sábios em demasia. Afinal não passamos de um lugar, "uma empresa", com gente a mais. Percebe-se assim a lucidez da gestão da causa pública.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Zona de conforto
"Quando a pátria que temos não a temos
Perdida por silêncio e renúncia
Até a voz do mar se torna exílio
E a luz que nos rodeia é como grades." (Sophia, Exílio)
(Os gestos já não garantem a coerência das palavras e o esforço da decência é um luxo que já não cabe na gestão do espaço público. A transparência "dos homens máquina" já nos dá esta ausência de beleza nos dias, por onde já caminha pouca humanidade, por onde o pensamento já pouco sente).
(Imagem via http://lerdoler.blogspot.com/)
terça-feira, 1 de novembro de 2011
1 de Novembro de 1755
É uma data conhecida de uma imensa catástrofe natural. Mas é muito mais que um acontecimento sobre a destruição da Lisboa setecentista. Ela afirmou na sociedade portuguesa outros terramotos.
O de Pombal que se afirmou a partir do terramoto, uma nova ideia de monarquia, de Estado que sobre uma sociedade impreparada se afirma em dimensões excessivas. A da criação em novos formatos de que o outro, as suas ideias não podem ser integradas. O imenso Estado que temos radica nesta ideologia de disciplinar opositores e converter a diferença, incapaz de ser coerente com ela e as suas formas de expressão. E depois a reescrita da memória.
A criação das narrativas do poder por onde circulam as memórias legitimam para "controlar não só o que se lembra e a forma como se lembra, como também o que se esquece e a forma como se esquece". Mesmo com o crédito do iluminismo, o poder de Estado de Pombal pôde sempre tentar delimitar o tempo e iniciá-lo com a sua governação.
Num tempo global, onde há quem acredite que devemos ter uma única forma planetária de nos exprimirmos, é bom lembrar que são nas múltiplas aldeias que se exprime o valor individual. O homem novo é sempre uma promessa perigosa de quem se esqueceu de estudar a espuma das ondas que pela memória nos dá o que é singular ao homem e à sua natureza.
Rui Tavares, O pequeno livro do grande terramoto, pág. 148
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