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| Um Bom Ano Novo, onde possamos considerar a possibilidade de solidariamente viver os momentos oferecidos, com o maior capacidade de humanismo possível. (Imagem http://laura-berger.tumblr.com/) |
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sábado, 31 de dezembro de 2011
Ano Novo
sábado, 24 de dezembro de 2011
Celebrar o Natal - Padre Elias Serrano
A vivência que hoje se faz do Natal pode levar-nos a colocar a questão de saber se o Natal se tornou uma festa pagã ou se ainda é uma festa cristã. É certo que muitos dos valores do Natal cristão continuam a ser vividos, mas é cada vez maior a presença do espírito da sociedade de consumo.
O Natal para um cristão é, essencialmente, o Natal de Jesus Cristo que veio trazer-nos uma mensagem de Paz e de Amor para todos os homens, sem excluir ninguém. Os sinais exteriores da festa do Natal só têm razão de ser, se não houver exageros, pois estes são uma afronta à pobreza e às dificuldades, hoje, vividas por muitas famílias. A Simplicidade que envolveu o nascimento de Jesus Cristo é um forte apelo a um estilo de vida simples, sem nos deixarmos influenciar demais pelo consumismo. A Paz é uma aposta de todos os dias.
Tem de basear-se no diálogo, na justiça e no respeito pelo outro seja ele quem for. Tem que ser sentida e vivida por nós próprios, para chegar a todos e transformar os nossos ambientes. O Amor implica doação, sacrifício, tolerância, aceitação da diferença e solidariedade. O amor é dar, dar-se e aceitar correr riscos. O amor faz milagres quando nos empenhamos a sério. A Família é um valor fundamental da sociedade e o Natal é a festa ideal para reunir a família e viver a alegria do convívio e da partilha.
Se queremos viver este Natal mais de acordo com a mensagem de Jesus Cristo é preciso comprometermo-nos a:- Dar mais valor à gratuidade e à solidariedade; - Dedicar mais tempo à família e aos amigos; - Dar mais atenção a quem mais precisa e vive ao nosso lado precisa (o desempregado, o doente, o idoso, o solitário, o deprimido, o que não tem amigos, etc,); - Falar mais da mensagem do nascimento de Jesus Cristo à nossa sociedade consumista.
Votos de Boas Festas e um Natal mais verdadeiro para todos.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
A Estrela
"Um dia à meia-noite, ele viu-a. Era a estrela mais gira do céu, muito viva, e a essa hora passava mesmo por cima da torre. Como é que não a tinham roubado? Ele próprio, Pedro, que era miúdo, se a quisesse empalmar, era só deitar-lhe a mão. Na realidade, não sabia bem para quê. Era bonita, no céu preto, gostava de a ter. Talvez a pusesse no quarto, talvez a trouxesse ao peito. E daí, se calhar, talvez a viesse a dar à mãe para enfeitar o cabelo. Devia ficar-lhe bem, no cabelo.
De modo que, nessa noite, não aguentou. Meteu-se na cama como todos os dias, a mãe levou a luz, mas ele não dormiu. Foi difícil, porque o sono tinha muita força. Teve mesmo de se sentar na cama, sacudir a cabeça muitas vezes a dizer-lhe que não. E quando calculou que o pai e a mãe já dormiam, abriu a janela devagar e saltou para a rua. A janela era baixa. Mas mesmo que não fosse. Com sete anos, ele estava treinado a subir às oliveiras quando era o tempo dos ninhos, para ver os ovos ou aqueles bichos pelados, bem feios, com o bico enorme, muito aberto. (...)
Assim que se viu na rua, desatou a correr pela aldeia fora até à torre, porque o medo vinha a correr também atrás dele. Mas como ia descalço, ele corria mais. A igreja ficava no cimo da aldeia e a aldeia ficava no cimo de um monte. De modo que era tudo a subir. Mas conseguiu - e agora estava ali. Olhou a estrela para ganhar coragem, ela brilhava, muito quieta, como se estivesse à sua espera. E de repente lembrou-se: e se a porta estivesse fechada?"
Vergílio Ferreira, A Estrela, Quetzal
(na noite em que especialmente procuramos a estrela, capaz de nos iluminar)
Imagem, in Laura David, Star-Collecting
Uma mensagem de Natal
(É um texto que já tem dois anos, mas gostamos especialmente dele. E aqui fica, pelo seu valor, pela dimensão social dos dias que nos correm pelo olhar)
Jesus, presente do nosso Natal
"À nossa volta, desde há muito tempo, somos inundados por inúmeras solicitações para comprarmos presentes. Os melhores. Os mais caros. Os mais...
Como se o Natal se reduzisse aos presentes. Presentes caros num País onde a erradicação da pobreza nos deveria mobilizar. Presentes objectivamente inúteis. De uma inutilidade gritante. Presentes desnecessários. Presentes falsamente tradicionais.
Feitos em série. E vindos de países em que a mão-de-obra-barata os aproxima de produtos obtidos em regime de escravatura.
Ontem «não havia lugar para ele na hospedaria» (Lucas 2:7). Hoje, num Natal assim, parece que continua a haver lugar para Ele. E, afinal, o verdadeiro Natal é o de Jesus. Mais. Ele é o verdadeiro presente do nosso Natal.
E, com Jesus presente na nossa vida, podemos viver a nossa vida como presente, na relação com os outros.
Boas festas de Natal! Com Jesus presente!"
Padre José Manuel, in Revista Lux, Dezembro de 2008
Imagem, A Natividade, de Josefa Óbidos
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