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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

Hoje, dia 18 de Abril, comemora-se o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. É uma data importante. O património em Portugal, apesar de alguns progressos continua nu estado pouco edificante. Num País pobre com uma grave crise económica e social tem-se apostado muito nas obras do regime. No centro das cidades, na arquitectura, nos interiores das igrejas o panorama é decepcionante. 

Não temos um investimento público e privado a projectos consistentes que dinamizem a actividade económica. O País na figura de quem o governa não compreende que é no centro das cidades que se pode realmente dinamizar um verdadeiro investimento público. É esse o nosso património. Aquele que se compreende pelo território interior, nos caminhos da arte, da gastronomia, dos espaços culturais que testemunham a memória de um território. 

Um País com um património espalhado por diferentes continentes deve considerar a possibilidade de com ele promover o seu valor institucional. Há um património material, documental a promover numa relação entre a economia e a cultura. Neste dia importa aqui destacar um projecto aberto, colaborativo e que pode ser construído em partilha e dinamizado pela Fundação Calouste Gulbenkian sobre a presença material de Portugal no Mundo. É também um excelente recurso educativo. Aceder aqui.

Memória de Antero de Quental

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Livro da Semana

Guardiões do Ser
de EcKhart Tolle
Edição: 2009
Páginas:114
Editora: Pergaminho
ISBN: 978-972-711-939-4
CDU: 
Sinopse: É um livro que nos dá um olhar motivador sobre o que nos rodeia e como à nossa volta encontramos elementos que nos podem inspirar e reconfortar no quotidiano.

"A verdadeira felicidade encontra-se nas coisas simples e aparentemente banais. Mas para estar consciente das coisas pequenas e tranquilas, é preciso estarmos tranquilos no nosso interior. É preciso um nível elevado de atenção. Esteja tranquilo. Observe. Escute. Esteja presente". (Guardiões do Serde EcKhart Tollepágs. 12-14)

Poesias Ilustradas

Trabalhos integrados na semana da Poesia (3º Ciclo - Educação Visual)

(Bruna Salvador-8ºD)

Mar
Mar! E é um aberto poema que ressoa
No búzio do areal...
Ah, quem pudesse ouvi-lo sem mais versos!
Assim puro, Assim azul, Assim salgado...
Milagre horizontal
Universal,
Numa palavra só realizado.
Miguel Torga
 (Miguel Neves - 8ºD)

No Verão
No Verão são as férias.
Vou-me divertir todos os dias,
Brincar até tarde, sem tpc’s para fazer,
Estar com os amigos até anoitecer.

Ir á praia,
Acampar,
Ou até viajar…
Estudar, nem pensar!
Quero é aproveitar.
Ir á piscina, ou os amigos estar;
Era divertido se fosse sempre Verão,
Já tinha por certo, apanhado escaldão.

O Verão é muita alegria,
Muitos turistas e cantorias;
Fazer amigos de várias etnias,
São assim os meus dias.
Autor desconhecido
 (João Novais - 8ºD)

Liberdade
Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
Sol doira
Sem literatura
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como o tempo não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D.Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,

Flores, música,
o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

Mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
Fernando Pessoa

Autor do Mês - Abril

É o nosso autor do mês nas Bibliotecas do Agrupamento. Escritor, cronista, diplomata, sociólogo, pensador, Eça é um dos mais importantes escritores contemporâneos que na 2ª metade do século XIX revelou os quadros mentais, económicos e sociais de um Portugal que era muito mais que uma conjuntura. Nas suas palavras estão muitas das impossibilidades de ser que o país se tornou durante sucessivas décadas. A sua leitura ainda é uma lição sobre o que molda uma forma anacrónica de pensar uma sociedade. Nos dias próximos deixaremos alguns textos sobre o homem que traçou o rosto de um País.